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Como lidar com a má conservação da limpeza e higiene da área comum em condomínios de pequeno porte?



É comum em condomínios residenciais de pequeno porte haver problemas com a manutenção da limpeza e conservação das áreas comuns, mesmo com menor circulação de pessoas, se comparado a um condomínio com muitas unidades e maior espaço interno. Normalmente pela limitação de caixa há possibilidade de contratar serviços de faxina a cada 15 dias ou uma vez a cada mês e muitas vezes os moradores não conseguem limpar por conta própria, devido à escassez de tempo e a rotina cheia de afazeres.

Outro problema comum que muitos condôminos enfrentam é a falta de conservação da limpeza por parte de moradores que derrubam resíduos, líquidos, objetos, ou, de outras maneiras, sujam a área comum, tanto às garagens, hall de entrada, escadas, corredores, paredes, etc., de modo que essas áreas ficam sujas até a próxima faxina, ou até alguém limpar.

Muitos condôminos pensam que é de responsabilidade do síndico fazer a limpeza das áreas comuns, porém, se confundem em relação ao papel que o representante do condomínio deve desempenhar em relação a zelar e conservar as áreas comuns. Para não gerar dúvidas e melhorar o entendimento dos condôminos e dos gestores dos condomínios, separamos algumas dicas e ações que podem ser tomadas para ajudar a manter as áreas comuns sempre conservadas, mas que não são de responsabilidade exclusiva do síndico, pois o mesmo depende da colaboração dos demais moradores:

· Separar o lixo orgânico do lixo reciclável em recipientes diferentes e que sejam adequados para transporte do lixo pelas áreas comuns, evitando assim o vazamento de líquidos ou resíduos nas áreas comuns. É importante conferir se o recipiente está adequado para o transporte dos detritos.

· Caso um morador, algum visitante ou prestador de serviço contratado pelo mesmo sujar a área comum, o responsável pela unidade deve providenciar a limpeza do local específico. Se isso não ocorrer, a unidade pode ser notificada, caso isso se repita, pode até ser multada, pois as convenções e regimentos internos dos condomínios preveem que essas ações podem ser tomadas pelo condomínio.

· Cada condômino pode realizar a limpeza da área em volta de sua porta e corredor, mas isso varia de condomínio para condomínio e pode ser organizado e combinado pelos próprios moradores informalmente, porém, se alguém não fizer essa limpeza, sua unidade estará mais suscetível a acumular poeira e/ou sujeira na porta e na entrada.

· Caso o síndico observar que há recorrência na falta de conservação das áreas comuns, o mesmo pode fazer um comunicado, ou solicitar para a administradora, e publicar no mural do condomínio, grupos de WhatsApp e e-mails dos moradores,

informando sobre a situação e solicitando auxílio na conservação da limpeza e organização predial.

· Se a publicação do comunicado não tiver efeito, o síndico pode convocar informalmente cada morador para conversar sobre o assunto e solicitar apoio para a conservação da higiene do prédio.

· O condomínio pode notificar as unidades que não estão cumprindo com a convenção e regimento interno e que não contribuem para a conservação da limpeza. Essa notificação deve ser solicitada para a administradora pelo síndico ou por algum outro morador, portanto, sempre há a consulta do responsável legal pelo condomínio antes do envio de qualquer notificação.

· Caso não tenha resultados em notificar a unidade infratora, e houver conduta reiterada, o condomínio pode multar a mesma de acordo com o que cada regimento interno prevê.

· Se o condomínio não contar com um profissional de limpeza frequentemente, e houver uma sobra de caixa devido à economia financeira com outros itens, o síndico eventualmente pode optar por contratar alguém para realizar a limpeza e higienização da área comum, portanto, deve analisar bem a situação e cenário financeiro do condomínio antes de tomar qualquer decisão.

Cada dica acima são algumas das boas práticas e medidas que podem ser tomadas para melhorar a conservação da limpeza e higiene predial, portanto, cada condomínio possui suas particularidades e elas devem ser analisadas pelo síndico, gestor ou moradores. No entanto, caso essas ações sejam cumpridas, há melhor qualidade de vida, sensação de bem estar e colaboração dos moradores, podendo até, devido a melhor conservação das áreas comuns, valorizar o patrimônio dos condôminos.


Autor: Felipe Prado

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