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Aumento da Taxa Condominial


É preciso ter conhecimento das necessidades do condomínio com antecedência para, no momento do reajuste da taxa condominial, saber exatamente o quanto reajustar. Mas há sempre muito a considerar: Deve-se considerar a inflação do período? Dissídios de cada categoria envolvida? Inadimplência acumulada? A idade da edificação conta? Como mostrar que o dinheiro pedido a mais será bem empregado?

O momento de reajustar a taxa condominial é sempre tenso, já que seu aumento impacta diretamente no bolso dos condôminos. Para que a ocasião não seja tumultuada, é importante que síndico e conselho estejam de comum acordo e bem conscientes da situação financeira do condomínio e das alterações a serem apresentadas.

Geralmente, é no começo do ano que a maioria dos condomínios convoca a assembleia geral ordinária para apresentar a prestação de contas do ano anterior. Na mesma assembleia, o síndico ou a administradora coloca em votação a nova previsão orçamentária e a proposta de reajuste da taxa condominial, considerando o IGPM cumulado do último ano, a inadimplência média do último ano e o dissídio de cada categoria contratada junto aos colaboradores diretos e indiretos.

A forma de aplicação desses reajustes deve ser feita da seguinte maneira: os salários são reajustados pelo dissídio e o restante das despesas são reajustados pelo IGPM e Inadimplência.

Controle seu plano de contas e faça um balanço das despesas médias dos últimos 12 meses para que seu reajuste seja o mais efetivo possível.


O que considerar na hora do reajuste da taxa condominial

1- Em diversas localidades do país há reajustes de categorias prestadoras de serviços condominiais no início do ano. Esses valores geralmente acompanham a inflação acumulada em 12 meses. Por isso, o síndico deve levar em conta o dissídio anual e os encargos trabalhistas no reajuste.

2- Contas de água e luz são responsáveis por uma grande fração de custos do condomínio. Para projetar gastos futuros o síndico deve observar o que foi gasto no ano encerrado e acrescer o valor do IGP-M para projetar um valor mensal que será gasto no decorrer do ano.

3- Contratos de serviços de manutenção como bombas, elevadores e portões geralmente sofrem reajustes anuais. Consulte os contratos, faça projeções e negocie com os fornecedores a diminuição do valor dos reajustes ou o fracionamento do valor total em parcelas.

4- Todo condomínio precisa, em algum momento, de uma benfeitoria. Recuperação da fachada, grandes impermeabilizações ou melhorias em áreas comuns demandam um grande aporte financeiro. Para essas grandes obras, procure criar um fundo de reserva  ou de obras e deixar claro que uma parte da taxa mensal do condomínio será encaminhada para esse fundo e destinada para benfeitorias.

5- A situação anual das contas também deve ser levada em consideração na hora do reajuste. Se o condomínio já vem com um bom saldo positivo de outros anos, não há necessidade do reajuste em um momento tão apertado da economia do país. Mas, se ao contrário, o condomínio vem apresentando déficit recorrente é necessário o reajuste. Nesse caso, a transparência na apresentação das contas é fundamental.

6- Considere a inadimplência corrente do condomínio. Se o número de inadimplentes for muito alto os condôminos adimplentes terão que arcar com as despesas ordinárias, elevando assim o reajuste. Em condomínios com alta taxa de inadimplentes é recomendável que se procure uma garantidora de receita.

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